RELAÇÃO ENTRE A ESCRITA E FALA

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Relação entre o sono e aprendizagem.

A aprendizagem é uma atividade cognitiva, ocorre a partir da consolidação da memória e o sono tem importância fundamental nesse processo.
Compreender o fenômeno do sono em seus diversos aspectos é o procedimento científico para buscar soluções para seus distúrbios, visando alcançar um rendimento satisfatório nas atividades diárias.

Na vida diária, o sono interfere no humor, na memória, na atenção, nos registros sensoriais, no raciocínio, enfim nos aspectos cognitivos que relacionam uma pessoa ao seu ambiente. Alterações no sono determinam má qualidade ao desempenho e interferem na saúde, às vezes, de forma muito grave.

A quantidade e a qualidade do sono se alteram com a idade. Quando há distúrbios, precisam ser reconhecidos para permitir o atendimento preventivo ou o tratamento precoce.
“O sono não é um estado homogêneo: são dois estados distintos de sono. Ocorrem movimentos rápidos dos olhos (Rapid Eye Movement – REM) durante uma parte do sono, sendo este chamado de sono REM. Ele ocupa apenas 20% do tempo total de sono (TTS) de um adulto e o restante é chamado de sono NREM (Não REM).” 1. O sono é uma atividade especial, gerada por regiões específicas do cérebro, de ocorrências cíclicas, que se alternam para o equilíbrio da vida. O sono é iniciado pelo estado NREM e os estados NREM e REM se alternam. O estagiamento do sono é realizado pelo registro de ondas cerebrais que acontecem em suas diversas fases.

Passamos quase um terço da vida dormindo. A qualidade de vida, a saúde e a longevidade podem depender de boas noites de sono, porque nesse período as proteínas são sintetizadas com o objetivo de manter ou expandir as redes neuronais ligadas à memória e ao aprendizado.

No cérebro, acontece o comando da produção e liberação de hormônios que interferem no bem- estar e são responsáveis por um sono tranquilo.

É importante cuidar do sono desde o início da vida, na fase da complexa modelagem e adaptação que transformam cada indivíduo, com suas possibilidades ilimitadas e subjetivas, combinando experiências com as características próprias.

Os conteúdos dos sonhos, que escapam à crítica e à capacidade reflexiva, são representações das experiências vividas e se manifestam nos eventos oníricos, ilusões, alucinações e inspirações artísticas. Assim, o sono não é um período passivo, desnecessário. É o momento em que há uma elaboração inconsciente da personalidade, por meio dos estímulos subliminares e todos os outros que a mente consciente não controla nessa fase.
Os distúrbios de sono são comuns em crianças e variam conforme a idade, podendo se manifestar como despertares noturnos, como terror noturno na idade escolar e como insônia e sonambulismo no adolescente. Alterações respiratórias ou distúrbios neurológicos pre-existentes podem ser a causa de fragmentação do sono, assim como outras manifestações: bruxismo, sonilóquio, sonambulismo, epilepsia ou enurese noturna.

Os distúrbios do sono na população infantil devem ser analisados em sua evolução de acordo com as faixas etárias, gênero e classe socio-econômica, e o Questionário do Sono (QRL) é um instrumento que permite realizar esses estudos, conforme tem sido feito em relação a inúmeros distúrbios infantis, como sonambulismo, terror noturno, bruxismo durante o sono, jactatio capitis nocturnus, enurese e pesadelos 3. Utilizando este questionário em crianças escolares, consideradas normais, de três a dez anos, entre inúmeras conclusões, foi possível apontar que “crianças que dormem menos ou com pouca qualidade têm muitas vezes baixo rendimento escolar”.

O QRL aborda os diversos distúrbios de sono da infância e levanta dados detalhados que são observados pelos pais e familiares próximos. O questionário classifica os sintomas pela intensidade de sua frequência e relaciona os comportamentos diários, os hábitos

familiares e as tarefas infantis.
Buscando contribuir para levantar as principais queixas relativas ao sono em escolares de 6 a 9 anos, utilizou-se o referencial teórico relacionado aos itens do QLR, que tem como objetivo detecção e frequência dos distúrbios do sono infantil em geral.

QUANDO O REMÉDIO É DORMIR

As pesquisas sobre os efeitos das mudanças de hábito noturno já têm aplicação terapêutica em diversos casos

Problema: falta de concentração.
Quando é mais freqüente: na infância.
Como o sono pode ajudar: a mais abrangente pesquisa sobre o assunto, conduzida pelo Hospital Sacré Coeur, do Canadá, concluiu que o hábito de dormir dez horas seguidas reduz em 40% o risco de uma criança apresentar problemas de concentração. Para aquelas com dificuldade em dormir tanto, o estudo indica uma hora de atividades físicas diárias – cientificamente reconhecido como ótimo estimulante do sono infantil.

Problema: dificuldade em resolver questões que envolvem raciocínio lógico.
Quando é mais freqüente: na adolescência.
Como o sono pode ajudar: promove um necessário momento de descanso aos neurônios. Um estudo da Universidade Harvard mostra que, quando alguém passa dezoito horas seguidas sem dormir, perde cerca de 30% da capacidade de resolver problemas que exigem raciocínios complexos. Por essa razão, o melhor é fazer uma pausa noturna e só retomar os estudos pela manhã. A pesquisa revela que o desempenho intelectual melhora depois disso.

Problema: perda da capacidade de memória.
Quando é mais freqüente: a partir dos 60 anos.
Como o sono pode ajudar: uma das causas para a redução da memória nessa faixa etária é que o sono se torna mais leve e a fase REM – justamente durante a qual se consolida a memória de longo prazo – passa a durar 50% menos tempo. A saída, dizem os cientistas, é esticar o número de horas na cama. Aos 60 anos, as pessoas dormem, em média, cinco horas. O ideal para a memória seriam pelo menos oito.

o que são as funções executivas?

O QUE SÃO AS FUNÇÕES EXECUTIVAS?

As funções executivas são um conjunto de habilidades necessárias para o controle e a auto-regulamentação de sua conduta. As funções executivas permitem você estabelecer, manter, supervisar, corrigir e realizar um plano de ação. Este conjunto de funções cognitivas fazem parte de nossas vidas cotidianas e nos ajudam a realizar atividades diárias com sucesso e eficácia. O termo “funções executivas” foi proposto por Muriel Lezak em 1982.

Este grupo de habilidades cognitivas estão principalmente indexadas às estruturas pré-frontais do cérebro. O córtex pré-frontal dorsolateral, o córtex pré-frontal ventromedial, o córtex pré-frontal orbitofrontal e o córtex anterior cingulado são as áreas cerebrais mais vinculadas às funções executivas.

Com os avanços científicos dos últimos anos, você pode obter uma estimativa da integridade funcional dessas estruturas avaliando as funções executivas. As funções executivas podem ser treinadas e melhoradas com a prática e o treinamento cognitivo

A IMPORTÂNCIA DAS FUNÇÕES EXECUTIVAS

Ao longo de vários anos de pesquisa cientistas chegaram a uma conclusão importante acerca das funções executivas. Estudos sugerem que o desenvolvimento dessas funções é responsável por exercer influências diretas na regulação emocional. Além disso, as funções cognitivas também são trabalhadas.

As funções executivas são responsáveis por coordenar e integrar o espectro da tríade neurofuncional da aprendizagem.

Vale dizer que isso revela a necessidade da criação de um modelo integrado de desenvolvimento tanto emocional quanto cognitivo. A evolução das funções emocionais apresenta um papel importante na vida de todos, uma que vez que essa habilidade atua na aprendizagem de diferentes conteúdos acadêmicos.

Uma evidência de tal ligação é o fato de muitos pesquisadores estudarem a relação entre distúrbios de aprendizagem e as funções executivas.

QUAL O PAPEL DAS FUNÇÕES EXECUTIVAS NA PRÁTICA?

As funções executivas estão inteiramente ligadas a uma série de atividades, tal qual o seu desenvolvimento é indispensável para uma vida regular e sem problemas. Vejam abaixo:

  • Atenção (sustentação, foco, fixação, seleção de dados relevantes dos irrelevantes, evitamento de distratores, etc);
  • Percepção (intraneurossensorial, interneurossensorial, meta-integrativa, analítica e sintética, etc);
  • Memória de trabalho (localização, recuperação, rechamada, manipulação, julgamento e utilização da informação relevante, etc);
  • Controle (iniciação, persistência, esforço, inibição, regulação e auto-avaliação de tarefas, etc);
  • Ideação (improvisação, raciocínio indutivo e dedutivo, precisão e conclusão de tarefas, etc);
  • Planificação e a antecipação (priorização, ordenação, hierarquização e predição de tarefas visando a atingir fins, objetivos e resultados, etc);
  • Flexibilização (autocrítica, alteração de condutas, mudança de estratégias, detecção de erros e obstáculos, busca intencional de soluções, etc);
  • Metacognição (auto-organização, sistematização, automonitorização, revisão e supervisão, etc);
  • Decisão (aplicação de diferentes resoluções de problemas, gestão do tempo evitando atrasos e custos desnecessários, etc);
  • Execução (finalização e concomitante verificação, retroação e referenciação, etc) (FONSECA, 2014).

A importância de treinar as funções executivas é evidente também para treinar as funções cognitivas, tendo em vista que esses conjuntos de habilidades estão interligados.

Além disso, o potencial de aprendizagem de pessoas que estão em idade escolar ou universitária pode ser otimizado de forma que o cérebro receba bem os estímulos necessários para o seu processo de desenvolvimento, trabalho, etc.

FUNÇÕES EXECUTIVAS NA ESCOLA

É imprescindível que um estudante tenha suas funções executivas bem trabalhadas para uma vida acadêmica satisfatória. Um conjunto diversificado de competências executivas deve ser aprimorado. Esse grupo pelas atividades:

  • Estabelecer objetivos;
  • Planificar, gerir, predizer e antecipar tarefas, textos e trabalhos;
  • Priorizar e ordenar tarefas no espaço e no tempo para concluir projetos e realizar testes;
  • Organizar e hierarquizar dados, gráficos, mapas e fontes variadas de informação e de estudo;
  • Separar ideias e conceitos gerais de ideias acessórias ou de detalhes e pormenores;
  • Pensar, reter, manipular, memorizar e resumir dados ao mesmo tempo em que leem, etc. (FONSECA, 2014).

Existem diversas atividades que ajudam a estimular as Funções Executivas da criança e elas podem ser usadas tanto em contexto escolar quanto no dia a dia dentro de casa. Continue acompanhando os nossos posts para se informar mais sobre isso!

 

Fonte: https://danielajanssen.com.br/funcoes-executivas-o-que-sao-e-para-que-servem/